Entrevista com André Magarão
06/04/09 13:29
Depois de alguns meses
sem entrevistas ( a última foi a do Aaron Peluso
no post de comemoração de 1 ano de
existência do Zona Skim), sentimos necessidade de
entrevistar alguém para dar uma variada nos
assuntos dos nosso blog. O entrevistado escolhido
foi o André Magarão, dono do Skim Brasil (assim
como o Morgan). O objetivo foi sair um pouco das
entrevistas convencionais ( sempre com
skimboarders e perguntas quase sempre iguais),
entrevistando uma pessoa que estivesse envolvida
no meio do esporte mas que não necessariamente
fosse conhecido por ser um skimboarder. Esse é o
caso do André, que vem fazendo um trabalho muito
maneiro, divulgando o skimboard brasileiro com
fotos e textos em páginas internacionais da
Internet.
O nosso entrevistado caprichou nas respostas e por isso a entrevista acabou ficando um pouco grande. Portanto decidimos colocar a entrevista em partes.
Fale um pouco sobre você ( idade, trabalho, o que tem feito ultimamente,etc)
André Magarão, 25 anos.
Fiz Marketing em Auckland na Nova Zelandia, Publicidade na PUC-Rio e
faço MBA na PUC.
Ultimamente eu tenho estudado bastante e feito uns trabalhos free
lance, mas, você deve estar lendo isso porque eu tenho tirado fotos de
skimboard...
Como você conheceu o skimboard?
Eu conheci o skimboard através de um amigo do colégio quando eu tinha
uns 14 anos. Eu ia bastante para a praia e um dia ele levou a prancha.
Era uma prancha de madeira do Wilson (shaper do Rio de Janeiro) muito
pequena. A gente ficou skiando naquele dia, ninguém sabia o que era
one-step e que dava para voltar na onda com um skimboard. Depois disso
eu devo ter skiado umas 2 ou 3 vezes com a mesma prancha minúscula de
madeira.
Mas eu só fui conhecer skimboard de verdade (voltando nas ondas)
quando eu tinha uns 20 ou 21 anos por um incrível número de
coincidências. Eu sempre fiz muito esporte e durante uma época eu
competia de mountain bike cross country, cheguei a ganhar umas
corridas até. Mas, quando eu terminei o colégio, eu fui para a Nova
Zelândia, a minha idéia era entrar numa faculdade lá e nunca mais
voltar, acabou não dando muito certo porque o dólar foi a 4 reais e a
faculdade era cara demais. Eu voltei para o Brasil e para os treinos
de mountain bike. Um dos treinos envolvia correr na areia e eu acabei
vendo o Eduardo Medrado e o Marcelo de Abreu (do naçãoskim) skiando,
no entanto, eu só fui conhecer eles meses depois. Mas, nesse dia eu
fiquei impressionado com o négocio. Nessa época eu já tirava fotos, e
fiquei achando que skimboard daria boas fotos. Alguns meses depois
disso, eu estava jogando tennis. Ah! Tem isso também, eu jogo tennis
desde pequeno. Na verdade, nessa época eu não estava tão empolgado de
jogar tennis, mas, a minha irmã fazia uma aula de tennis e eu fui na
aula no lugar dela uma vez porque ela tinha uma prova no colégio.
Cheguei lá, joguei com o professor da minha irmã durante umas horas e
depois a gente ficou conversando, por acaso, ele falou que surfava, aí
eu falei do skimboard, e, inacreditavelmente, ele falou que conhecia o
cara que fazia as pranchas de skimboard. Um “tal” de Wilson. Ele me
passou o telefone do Wilson e eu resolvi comprar um prancha. Quando o
Wilson foi me entregar a prancha, eu falei que gostaria de tirar umas
fotos. Ele me colocou em contato com o Eduardo Medrado, o Marcelo e o
Gabriel. Eu acabei me entendendo bem com os 3. Nós tínhamos algumas
coisas em comum, principalmente nosso gosto musical. Eu comecei,
então, a skiar com eles.
Sabemos que você skiava com mais frequencia há uns anos atrás do que
hoje. O que te levou a isso?
Quando eu voltei para o Brasil a galera que andava de bicicleta comigo
não estava mais tão afim de treinar. Faz até sentido, tinha que
treinar muito. A gente tinha um treino as 4:30am antes de ir para a
aula, era bem tenso. Eu acabei conhecendo o skimboard e gostando. As
trips para a praia, descobrir um esporte novo e novos lugares era bem
divertido. Eu sempre skiei com pessoas que skiavam muito melhor que
eu, então, sempre me dediquei, também, a tirar fotos, antes mesmo do
SkimBrasil eu tirava fotos para o Naçãoskim( clique aqui para ver uma das primeiras matérias do Nação Skim com fotos do Magarão). O SkimBrasil começou
quando eu já não estava tão empolgado com skimboard, então, eu já
estava mais interessado em tirar fotos. Nessa época, o Munir já estava
andando muito bem, então, para mim era muito mais legal ver o esporte
crescer e ajudar no que eu podia (e estava afim).
Sabemos que você é mais fã de snowboard ( e outras coisas) do que de skim. O quanto você gosta do skimboard?
Eu sei que você está perguntando isso por causa daquela história de
todas as outras coisas que eu gosto mais do que skimboard. Se você
quiser você pode tornar a lista pública, eu não me importo. Não lembro
exatamente do que eu falei, mas era algo mais ou menos assim. Coisas
melhores que skimboard: Ruivas, meninas que fazem um estilo meio punk,
(um amigo meu americano definiu como meninas que se parecem com a
Avril Lavigne, mas, que obviamente não gostem de Avril Lavigne),
snowboard, tennis, mountain bike, bons shows, ping pong, squash, arte,
fotografia, vídeo game principalmente Mario kart (o de wii, snes e
game cube. O de N64 é ruim), F-Zero X (e o de game cube que chama
F-Zero GX) e Final Fantasy.
Respondendo a sua pergunta, eu gosto de skimboard sim. Mas, na
verdade, atualmente, eu gosto muito mais da cultura do esporte do que
skiar. Eu conheci muitas pessoas maneras por causa do skimboard: a
galera do naçãoskim, a galera de São Paulo (incluindo a Vuca, o Piero,
o Rafa, o Phill e toda a galera de São Sebastião), a galera da França
do Batardubreak, vocês da creche, poucas pessoas de 14 anos correm
atrás das coisas que nem vocês ( Obrigado Magarão, mas nós ja temos 15 anos!), e mais muita gente que não está nessa
lista. Skimboard é como surf no começo da década de 70, mas, com
tecnologia do século XXI. É muito legal fazer parte de uma “família
mundial”. E, essa “família” é cheia de pessoas interessantes, a galera
da Exile, o Derek da Foreverskim, a galera da Europa, por exemplo, são
pessoas criativas, de cabeça aberta, que estão ligadas nas coisas que
estão acontecendo no mundo, não apenas skimboard. O skimboard precisa
aprender a explorar mais esse lado cultural do esporte, é isso que vai
trazer mais patrocinadores para o esporte. A gente tentou sempre
colocar um pouco disso no SkimBrasil, mas, nunca achamos um caminho,
agora, com o CoolRandomStuff eu acho que achamos um caminho melhor,
mas, ainda não é o ideal.
Como foi que surgiu a idéia do Skimbrasil?
A idéia do SkimBrasil existe há muito tempo. Antes era uma idéia de
fazer do Naçãoskim um site mesmo e não um blog. O projeto era muito
legal e o Medrado é um cara que tem idéias muito boas, eu gostaria de
ter visto isso acontecer. No entanto, o Medrado acabou se mudando para
a Itália e o lance nunca aconteceu. Eu, o Morgan e o Munir acabamos
ficando sem um site para mostrar as coisas que a gente estava fazendo,
que, na época, estavam ficando bem legais porque o Munir,
principalmente, estava skiando muito bem. Eu e o Morgan resolvemos
criar um site novo, mas, nós não sabíamos nada de fazer sites, tivemos
que descobrir com os erros. Se a gente se dedicasse mais daria para
fazer coisas mais legais, mas, agora, o Morgan mora em Los Angeles e
eu aqui no Rio, então, fica mais difícil de fazer as coisas.
O nosso entrevistado caprichou nas respostas e por isso a entrevista acabou ficando um pouco grande. Portanto decidimos colocar a entrevista em partes.
Fale um pouco sobre você ( idade, trabalho, o que tem feito ultimamente,etc)
André Magarão, 25 anos.
Fiz Marketing em Auckland na Nova Zelandia, Publicidade na PUC-Rio e
faço MBA na PUC.
Ultimamente eu tenho estudado bastante e feito uns trabalhos free
lance, mas, você deve estar lendo isso porque eu tenho tirado fotos de
skimboard...
Como você conheceu o skimboard?
Eu conheci o skimboard através de um amigo do colégio quando eu tinha
uns 14 anos. Eu ia bastante para a praia e um dia ele levou a prancha.
Era uma prancha de madeira do Wilson (shaper do Rio de Janeiro) muito
pequena. A gente ficou skiando naquele dia, ninguém sabia o que era
one-step e que dava para voltar na onda com um skimboard. Depois disso
eu devo ter skiado umas 2 ou 3 vezes com a mesma prancha minúscula de
madeira.
Mas eu só fui conhecer skimboard de verdade (voltando nas ondas)
quando eu tinha uns 20 ou 21 anos por um incrível número de
coincidências. Eu sempre fiz muito esporte e durante uma época eu
competia de mountain bike cross country, cheguei a ganhar umas
corridas até. Mas, quando eu terminei o colégio, eu fui para a Nova
Zelândia, a minha idéia era entrar numa faculdade lá e nunca mais
voltar, acabou não dando muito certo porque o dólar foi a 4 reais e a
faculdade era cara demais. Eu voltei para o Brasil e para os treinos
de mountain bike. Um dos treinos envolvia correr na areia e eu acabei
vendo o Eduardo Medrado e o Marcelo de Abreu (do naçãoskim) skiando,
no entanto, eu só fui conhecer eles meses depois. Mas, nesse dia eu
fiquei impressionado com o négocio. Nessa época eu já tirava fotos, e
fiquei achando que skimboard daria boas fotos. Alguns meses depois
disso, eu estava jogando tennis. Ah! Tem isso também, eu jogo tennis
desde pequeno. Na verdade, nessa época eu não estava tão empolgado de
jogar tennis, mas, a minha irmã fazia uma aula de tennis e eu fui na
aula no lugar dela uma vez porque ela tinha uma prova no colégio.
Cheguei lá, joguei com o professor da minha irmã durante umas horas e
depois a gente ficou conversando, por acaso, ele falou que surfava, aí
eu falei do skimboard, e, inacreditavelmente, ele falou que conhecia o
cara que fazia as pranchas de skimboard. Um “tal” de Wilson. Ele me
passou o telefone do Wilson e eu resolvi comprar um prancha. Quando o
Wilson foi me entregar a prancha, eu falei que gostaria de tirar umas
fotos. Ele me colocou em contato com o Eduardo Medrado, o Marcelo e o
Gabriel. Eu acabei me entendendo bem com os 3. Nós tínhamos algumas
coisas em comum, principalmente nosso gosto musical. Eu comecei,
então, a skiar com eles.
Sabemos que você skiava com mais frequencia há uns anos atrás do que
hoje. O que te levou a isso?
Quando eu voltei para o Brasil a galera que andava de bicicleta comigo
não estava mais tão afim de treinar. Faz até sentido, tinha que
treinar muito. A gente tinha um treino as 4:30am antes de ir para a
aula, era bem tenso. Eu acabei conhecendo o skimboard e gostando. As
trips para a praia, descobrir um esporte novo e novos lugares era bem
divertido. Eu sempre skiei com pessoas que skiavam muito melhor que
eu, então, sempre me dediquei, também, a tirar fotos, antes mesmo do
SkimBrasil eu tirava fotos para o Naçãoskim( clique aqui para ver uma das primeiras matérias do Nação Skim com fotos do Magarão). O SkimBrasil começou
quando eu já não estava tão empolgado com skimboard, então, eu já
estava mais interessado em tirar fotos. Nessa época, o Munir já estava
andando muito bem, então, para mim era muito mais legal ver o esporte
crescer e ajudar no que eu podia (e estava afim).
Sabemos que você é mais fã de snowboard ( e outras coisas) do que de skim. O quanto você gosta do skimboard?
Eu sei que você está perguntando isso por causa daquela história de
todas as outras coisas que eu gosto mais do que skimboard. Se você
quiser você pode tornar a lista pública, eu não me importo. Não lembro
exatamente do que eu falei, mas era algo mais ou menos assim. Coisas
melhores que skimboard: Ruivas, meninas que fazem um estilo meio punk,
(um amigo meu americano definiu como meninas que se parecem com a
Avril Lavigne, mas, que obviamente não gostem de Avril Lavigne),
snowboard, tennis, mountain bike, bons shows, ping pong, squash, arte,
fotografia, vídeo game principalmente Mario kart (o de wii, snes e
game cube. O de N64 é ruim), F-Zero X (e o de game cube que chama
F-Zero GX) e Final Fantasy.
Respondendo a sua pergunta, eu gosto de skimboard sim. Mas, na
verdade, atualmente, eu gosto muito mais da cultura do esporte do que
skiar. Eu conheci muitas pessoas maneras por causa do skimboard: a
galera do naçãoskim, a galera de São Paulo (incluindo a Vuca, o Piero,
o Rafa, o Phill e toda a galera de São Sebastião), a galera da França
do Batardubreak, vocês da creche, poucas pessoas de 14 anos correm
atrás das coisas que nem vocês ( Obrigado Magarão, mas nós ja temos 15 anos!), e mais muita gente que não está nessa
lista. Skimboard é como surf no começo da década de 70, mas, com
tecnologia do século XXI. É muito legal fazer parte de uma “família
mundial”. E, essa “família” é cheia de pessoas interessantes, a galera
da Exile, o Derek da Foreverskim, a galera da Europa, por exemplo, são
pessoas criativas, de cabeça aberta, que estão ligadas nas coisas que
estão acontecendo no mundo, não apenas skimboard. O skimboard precisa
aprender a explorar mais esse lado cultural do esporte, é isso que vai
trazer mais patrocinadores para o esporte. A gente tentou sempre
colocar um pouco disso no SkimBrasil, mas, nunca achamos um caminho,
agora, com o CoolRandomStuff eu acho que achamos um caminho melhor,
mas, ainda não é o ideal.
Como foi que surgiu a idéia do Skimbrasil?
A idéia do SkimBrasil existe há muito tempo. Antes era uma idéia de
fazer do Naçãoskim um site mesmo e não um blog. O projeto era muito
legal e o Medrado é um cara que tem idéias muito boas, eu gostaria de
ter visto isso acontecer. No entanto, o Medrado acabou se mudando para
a Itália e o lance nunca aconteceu. Eu, o Morgan e o Munir acabamos
ficando sem um site para mostrar as coisas que a gente estava fazendo,
que, na época, estavam ficando bem legais porque o Munir,
principalmente, estava skiando muito bem. Eu e o Morgan resolvemos
criar um site novo, mas, nós não sabíamos nada de fazer sites, tivemos
que descobrir com os erros. Se a gente se dedicasse mais daria para
fazer coisas mais legais, mas, agora, o Morgan mora em Los Angeles e
eu aqui no Rio, então, fica mais difícil de fazer as coisas.
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